A cidade foi criada pela Lei nº 644 em 27 de dezembro de 1995.  Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), em 2019,  a cidade possui 20.266 habitantes, sendo 8.227 na área urbana e 7.808 no plano rural.  Os dados divulgados pela prefeitura resgatam também que Vale do Guaporé é um povoado existente desde o século XVIII.

A colonização agrícola local teve início na década de 80, com a implantação da BR- 429, criando um grande eixo de deslocamento norte-sul, ou seja, São Paulo – Cuiabá - Porto Velho – Manaus, ao vale do Guaporé, na cidade de Costa Marques. Com a abertura desta estrada, colonos e madeireiros migraram para as margens da rodovia e, atualmente, tem forte influência da renda com a exploração da madeira e a pecuária, sendo considera uma das cidades mais prósperas da região do Vale do Guaporé, onde muitas empresas se instalaram.

A desindade demográfia é 1,46 hab/km ² e  o Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) é de 0,611. O índice, conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. O índice brasileiro segue as mesmas três dimensões do IDH Global - longevidade, educação e renda, mas vai além: adequa a metodologia global ao contexto brasileiro e à disponibilidade de indicadores nacionais.

Os dados do IBGE/2010 revelam, ainda, que 4.894 moradores estão na estrutura etária com menos de 15 anos. 10.515 habitantes estavam na faixa 15 a 64 anos e 626 tinham mais de 65 ano. 52,50% dos moradores dependem  da população economicamente ativa e a taxa de envelhecimento  é de 3,90%, revelando a relação existente entre o número de idosos e a população jovem numa certa região. A taxa é habitualmente expressa em número de residentes com 65 ou mais anos por 100 residentes com menos de 15 anos.

A cidade possui 12 estabelecimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e as internações devido a diarreias (2017) são de 2,3 % por 1.000 habitantes. Em 2017, pelos dados do IBGE, a mortalidade infantil atingia 12,1 óbitos por mil nascidos vivos. Em relação a processo educacional, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade (IBGE/2010) alcançava  95,7 % dos alunos. Em 2018, o ensino fundamental mobilizava 2.920 alunos e 724 estudantes do ensino médio.

Os dados socioeconômicos  mostram que a renda per capita era de R$ 477,90, revelando que 42,41% dos moradores são extremamente pobres  e 52,60% são pobres. O salário médio mensal dos trabalhadores formais, em 2017, era de 1,7 salários mínimos. Em 2010, o percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até ½ salário mínimo alcançava 42,2%. Neste  cenário, 47,50% estavam vulneráveis à pobreza e 56,49%  das pessoas de 18 anos ou mais não tinham o ensino fundamental completo e a ocupação era informal.

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