Trabalho de campo mobiliza equipes do GTE-Pará e gestores da Prefeitura de Sapucaia


As equipes interdisciplinares do Programa Morar, Conviver e Preservar a Amazônia (Rede Amazônia), juntamente com os membros do Grupo Estadual da Rede Amazônia no Estado do Pará (GTE-PA), integrante da Equipe de Residência Multidisciplinar em Regularização Fundiária e gestores da Prefeitura Municipal de Sapucaia, deram continuidade aos trabalhos de campo para fazer a validação da cartografia da gleba denominada Rio Maria - 2ª Etapa, região localizada no sudeste paraense e a aproximadamente 750 km da capital do Estado do Pará.

Conforme dados da assessoria de comunicação da Prefeitura local, a reunião e a palestra técnica realizada ontem, 29 de novembro, no período noturno, na sala da Secretaria de Meio Ambiente de Sapucaia, promoveu um nivelamento de conhecimentos entre os participantes, que contou com a presença dos membros da Rede Amazônia e os integrantes do Grupo de Trabalho Municipal de Sapucaia (GTM-Sapucaia), além da participação de servidores municipais.

José Júlio Lima, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (FAU-UFPA) e integrante da Rede Amazônia, explicou que, em 2010, a gleba acolhia 2.229 habitantes residentes em 1.196 moradias existentes em 43,6 hectares. Em 2021, a população saltou para 6.088 habitantes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). “Como já temos a cartografia elaborada, no trabalho de campo validaremos estas informações com as equipes do poder público local”, assinalou.

Além disso, José Júlio informa que foi realizada uma visita de campo para dar continuidade aos trabalhos voltados para a reambulação da cartografia dos bairros da sede Sapucaia, ou seja, revisar, corrigir e promover com mais efetividade os dados coletados. Foram verificados os limites de lotes, presença de situações de risco, além da identificação de usos do solo nos bairros Sol Nascente e Vila Sossego localizados na extremidade sul da poligonal objeto do Projeto de REURB em execução. “Por se tratar da porção com condições sociais mais precárias, conforme exposto pelo GTM de Sapucaia, a Rede Amazônia deverá apresentar subsídios importantes num projeto de parcelamento do solo que promova melhorias das condições de uso e ocupação do solo para os moradores neste território”, sinalizou.

Para o secretário de Meio Ambiente de Sapucaia, Elmar da Fonseca, a equipe do GTM de Sapucaia, juntamente com os membros da equipe do GTE-Rede Amazônia, estão no segundo dia de trabalho conferindo os dados de campo gerados pelo mapeamento aéreo feito por drone na área da poligonal da cidade. “Estamos verificando a cartografia do território, o trabalho flui de forma positiva, parabenizo a equipe da Rede Amazonia e a expectativa é de concluir a conferência das informações hoje. Assim avançamos mais um passo rumo à regularização para promover as melhorias do ordenamento urbano para a cidade e para as famílias do município”, declarou.

Finalizando os trabalhos no município, as equipes interdisciplinares da Rede Amazônia retornam para a sede da CRF-UFPA, em Belém. Com estes dados atualizados, informa o geógrafo Cleison Costa, integrante da Rede Amazônia, o próximo passo é construir uma planta de parcelamento do solo que reflita um novo ordenamento urbano ambientalmente sustentável e socialmente inclusivo de Sapucaia para superar as desigualdades sociais e garantir os direitos constitucionais para os moradores, antecipou.


Texto: Kid Reis – Ascom CRF-UFPa

Fotos: Equipe Rede Amazônia e Ivanilma Souza - Ascom da Prefeitura de Sapucaia.



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