Rede Amazônia seleciona estagiários para sistematizar informações do levantamento de campo


Dos 59 candidatos inscritos no Processo Seletivo de Estagiários do Programa Morar, Conviver e Preservar (Rede Amazônia) para atuar com Bolsistas de Extensão para o Projeto 3: Ação Piloto de Regularização Fundiária no Estado do Pará, a Coordenadora Geral do Programa Rede Amazônia deferiu a inscrição de 14 candidatos e indeferiu 45 inscritos que não se enquadraram nas exigências do edital. Do total dos deferidos serão selecionados três candidatos. As inscrições foram feitas entre 2 e 5 de agosto até às 18 horas.

Os deferidos, segundo Daniel Mesquita, engenheiro sanitarista da Rede Amazônia, estão cursando a graduação em Arquitetura e Urbanismo, Cartografia, Engenharia Civil, Engenharia Sanitária e Ambiental e Geografia e estão entre o 4º ao 9º período, além de ter conhecimentos e sabem operacionalizar o Sistema de Informações Geográficas (SIG) e o CAD, que é a elaboração de desenho assistido por computador. “Todos os estagiários serão supervisionados pelas equipes da CRF-UFPA”, assinala o engenheiro sanitarista.

Os futuros estagiários trabalharão com confecção e análise de peças técnicas tais como: cartografia, plantas e mapas topográficos. Eles terão a responsabilidade de preparar plantas temáticas através da vetorização das camadas de atributos como: elementos físicos, hidrografia, logradouro, quadra, lote e edificação. Integrarão as atividades dos futuros estagiários a confecção de plantas diversas tais como localização, locação dos imóveis e a elaboração de memorial descritivo e de relatórios de atividades pertinentes ao exercício do estágio.

Para Luiza Ferreira Mota, discente do 8º semestre do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPA e moradora do bairro do Guamá, a importância do estágio é fundamental para a sua formação, pois o Pará e o Brasil têm uma realidade fundiária complexa e marcada por falta de políticas públicas voltadas para saneamento, arruamento, iluminação coleta de lixo em inúmeros assentamentos precários.

Luiza Ferreira afirmou, ainda que, para além da sua formação teórica adquirida em sala de aula, “é fundamental ter um olhar social sobre o planejamento do solo urbano e poder trabalhar e entregar peças técnicas, por meio da ação do trabalho da regularização fundiária, que levem mais qualidade de vida para as comunidades envolvidas nos territórios onde o Programa da Rede Amazônia atua”, assinalou Luiza.

As entrevistas e testes foram realizados no dia 11 de agosto na sede da CRF-UFPA e a lista com os nomes dos selecionados será divulgada no dia 12 de agosto.


Texto: Kid Reis – Ascom CRF-UFPA


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