Programa Rede Amazônia será debatido com gestores da Universidade Federal do Acre


O Programa Morar, Conviver e Preservar a Amazônia (Rede Amazônia) será debatido hoje, 7 de outubro, das 16 às 18 horas (horário do Acre), por videoconferência, com vários pró-reitores, gestores, pesquisadores, professores e convidados da Universidade Federal do Acre (UFAC). A reitora da instituição federal de ensino, Margarida de Aquino Cunha, e o vice-reitor, Josimar Batista Ferreira, serão representados por Isaac da Silva (foto acima), Pró-reitor de Extensão e Cultura da universidade. A apresentação do Programa será feita pela Coordenação Estadual da Rede Amazônia no Acre, que é composta por Josélia Alves, arquiteta e urbanista, e o geógrafo Victor Régio da Silva Bento, pesquisadores da instituição, que contam com o suporte operacional da graduanda de engenharia civil, Vitória Aguiar Monte.

O Programa é uma rede de ensino, pesquisa e extensão que trabalhará até 2021 com a inovação, capacitação e assistência técnica em regularização fundiária urbana, prevenção de conflitos de naturezas socioambiental, habitacional e sanitária nos nove estados da Amazônia Legal. Para Myrian Cardoso, coordenadora geral da Rede Amazônia, o diálogo na UFAC é mais um avanço significativo da parceria firmada entre a Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA) e o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). O objetivo da Rede é formar agentes multiplicadores de regularização fundiária e prevenção de conflitos socioambientais urbanos na Amazônia Legal por meio de um amplo trabalho de ensino, pesquisa e extensão.

O trabalho da Rede Amazônia será desenvolvido em 78 glebas existentes em 52 cidades amazônicas, que possuem 13.749 hectares, onde residem 530.231 mil pessoas em mais de 152.852 mil moradias. Inicialmente foram pré-selecionadas 17 áreas, a serem definidas pelas coordenações estaduais que já estão instaladas nos nove estados amazônicos. A meta da Rede Amazônia é cadastrar 17 mil imóveis e formatar 17 plantas de parcelamento do solo aprovadas e protocoladas em cartório para fins de registros cartoriais e superação os conflitos socioambientais amazônicos na Amazônia Legal.

A parceria entre as instituições integrará os participantes com os gestores públicos das três esferas da Federação brasileira, setores produtivos dos nove estados e as respectivas comunidades beneficiadas nos municípios. Inicialmente a capacitação dos agentes multiplicadores estava planejada de forma presencial em três polos regionais amazônicos, mas com a crise sanitária da Covid-19, a formação se deslocou para o intercâmbio de conhecimentos pela rede mundial de computadores. Com a apresentação no Acre, a CRF-UFPA avança mais um passo na construção e no desenvolvimento de metodologias e suportes tecnológicos para trabalhar, regularizar moradias e superar os conflitos socioambientais nas pequenas e médias cidades da região amazônica e do Brasil.

Será debatida, ainda, com os participantes da UFAC, a capilaridade da Rede Amazônia. A coordenação geral da Rede será de responsabilidade da CRF-UFPA, no Estado do Pará. As coordenações nos nove Estados amazônicos serão compostas por um professor coordenador, um professor assistente, um bolsista de pós-graduação e um estagiário de graduação. As equipes de campo terão dois bolsistas de pós-graduação, cinco estagiários de graduação. O suporte financeiro será por meio de bolsas pesquisa, ensino e estágio, entre outros detalhes.

Myrian Cardoso afirma que o trabalho envolve, ainda, um conjunto de pesquisadores multidisciplinares nos nove estados. “No Acre, o primeiro passo começou com formação do GTE e agora faremos o diálogo com os pró-reitores, pesquisadores e professores da UFAC. Como resultados e metas a serem alcançados estão previstos a construção de um banco virtual nacional com experiências e boas práticas para implementar a regularização fundiária e a prevenção de conflitos socioambientais urbanos na Amazônia Legal por meio da formação de agentes multiplicadores e de um amplo trabalho de ensino, pesquisa e extensão”, finaliza Myrian.

Texto: Kid Reis – Ascom-CRF-UFPA - Fotos: Arquivo UFAC

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