Especialização debate cartografia e cadastro físico para regularizar espaços urbanos amazônicos


No universo do ato de fazer a regularização fundiária é conhecida a expressão de que realizar o levantamento topográfico significa construir uma fotografia do que está em cima da terra. A próxima disciplina do Curso de Especialização em Tecnologias Aplicadas à Regularização Fundiária e Prevenção de Conflitos Socioambientais, Habitacionais e Sanitários será ministrada pelo engenheiro sanitarista Daniel Mesquita no período de 27 de agosto até 4 setembro.

Em suas aulas, o engenheiro abordará a temática da Cartografia e Cadastro Físico Aplicado à Regularização Fundiária, quando se utilizam as novas tecnologias, tais como o uso do Sistema de Navegação Global por Satélite (GNSS/RTK) e a captura de imagens por drones, que facilitarão a elaboração de estudos, análise e a produção de mapas ou de plantas de parcelamento do solo, por meio de representações gráficas aéreas do espaço geográfico, seja ele urbano ou rural. Uma ortofotografia aérea de grande precisão e detalhes do que está em cima da terra.

Na ementa do curso, segundo Daniel, os futuros especialistas terão acesso aos conteúdos introdutórios sobre os conceitos de cartografia, cadastro e as suas normatizações legais. Serão debatidos os métodos de levantamento topográfico planialtimétrico cadastral e o detalhamento dos equipamentos utilizados. “Um dos pontos importante envolve a mobilização e o planejamento do trabalho de campo. Além disso, é determinante a conferência e a validação do perímetro de regularização e confrontações para consolidar o georreferenciamento”, detalha o engenheiro.

Estão na ementa da disciplina, o debate para o cadastro técnico e as suas funcionalidades, que envolvem o cadastro físico-natural, de infraestrutura e equipamento urbanos, além da sistematização e processamento de dados, ou seja, a rotina de trabalho e uso de ferramentas computacionais. “Realizaremos exercícios de confecção e leitura da planta da ocupação consolidada para estruturar uma relação positiva entre o aprendizado prático e os teóricos com os futuros especialistas”, acentua.

Na bibliografia, os discentes encontraram livros, artigos e outras fontes de pesquisas sobre os fundamentos da topografia, conceitos e aplicações das técnicas para o trabalho de campo, além de um dicionário cartográfico e as informações sobre o cadastro multifinalitário como instrumento fiscal e urbano. “Vamos debater a utilização do drone e de outras tecnologias socais para fins de regularização fundiária urbana de interesse social e da superação dos conflitos socioambientais em toda a Amazônia Legal. É fundamental o uso da tecnologia, mas sempre agregando o seu calor humano para efetivar os aprendizados e a democratização do uso e da ocupação do solo urbano ou rural”, finaliza o engenheiro sanitarista.


Texto: Kid Reis – Ascom CRF-UFPA

Fotos: Arquivo CRF-UFPA



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