Intercâmbio de conhecimentos sinaliza caminhos plurais para efetivar a regularização fundiária


Os discentes do Curso de Especialização em Tecnologias Aplicadas à Regularização Fundiária e Prevenção de Conflitos, orientados pela professora Myrian Cardoso, se reuniram na última sexta-feira, 29 de outubro, por meio da plataforma do Google Meet, para apresentar as suas Análises Preliminares de Desconformidades e Análises de Estratégias de Reurb para os coordenadores do Grupos Estaduais do Programa Morar, Conviver e Preservar a Amazônia (Rede Amazônia). As atividades integram as avaliações da disciplina Regularização Fundiária II.

Os municípios apresentados, que serviram como objetos de estudo foram Ferreira Gomes (AP), Luzinópolis (TO), Nova Ubiratã (MT), Sapucaia (PA), Oriximiná (PA), Zé Doca (MA), Ariquemes (RO), todos na Amazônia Legal. Como primeiro passo, os Grupos de Trabalho apresentavam algumas características das áreas por quem eram responsáveis, como o estágio de regularização fundiária, tempo de fundação do município e o perfil socioeconômico, entre outras informações. Uma leitura mais histórica.

Foram apresentadas, também, as características físicas e naturais do ambiente, assim como a sua infraestrutura, perfil geográfico e demais atributos presentes na região, que influenciam diretamente sobre como os habitantes se organizam e de que forma fazem uso da cidade. Após a conclusão dessa etapa, os alunos apresentaram a estratégias de reurbanização que seriam adotadas na região, sendo elas classificadas em Estruturar, Adequar, Conformar e Controlar. “Foi um exercício muito positivo, demonstrou o domínio dos conteúdos ministrados em sala de aula e revelou uma interação muito produtiva entre os participantes”, avaliou Renato das Neves, vice-coordenador da Rede Amazônia.

Participaram da reunião professores, alunos residentes, integrantes da Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA) e outros colaboradores que compartilharam seus conhecimentos e experiências com os futuros especialistas, contribuindo com a construção dos projetos de regularização e superação de conflitos socioambientais nos nove territórios amazônicos.

Um dos pontos que Myrian Cardoso apresentou para os alunos reforça a necessidade metodológica de aprofundar a troca de conhecimentos com as comunidades e debater diretrizes que indicam caminhos mais plurais como estratégias de reurbanização mais adequadas às particularidades de cada território. “Nestes quase dois anos de estruturação da Rede Amazônia, este exercício realizado no dia 29 de outubro, entre a teoria da sala de aula, com a experiência concreta do trabalho fundiário em campo, que envolveu grande parte de todos os participantes do Programa, em especial as coordenações dos grupos de trabalho nos Estados, resultou num grande salto do ensino, pesquisa e extensão”, avaliou.

Após e a leitura poética sobre a força representativa da moradia como um espaço de construção da cidadania, a coordenadora lançou um desafio maior: “Vamos organizar uma nova conferência da Rede Amazônia e trazer para o debate os membros dos Grupos de Trabalhos Municipais (GTM), que foram nomeados por decreto dos Executivos municipais, além agregar os demais parceiros do Programa para interiorizar, ainda mais, a regularização e superar os conflitos socioambientais com a participação das comunidades. É mais um salto a ser colocado em prática”, estimulou Myrian Cardoso.


Texto: Kid Reis e Gabriel Mansur – Ascom-CRF-UFPA – Fotos: Kid Reis.



8 visualizações0 comentário