GTE´s e discentes da especialização debatem teoria e prática do fazer fundiário na Amazônia Legal


Nesta sexta-feira, 29 de outubro, entre 16 e 18 horas, pela plataforma do Google Mett, o Programa Morar, Conviver e Preservar a Amazônia (Rede Amazônia) realiza mais uma videoconferência para avaliar a evolução dos trabalhos na Amazônia Legal e coloca em debate as teorias discutidas com os 40 discentes durante o Curso de Especialização em Tecnologias Aplicadas à Regularização Fundiária e Prevenção de Conflitos Socioambientais, Habitacionais e Sanitários na Amazônia Legal, ministrado pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) e pela Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA), com as experiências práticas vividas pelas nove Coordenações dos Grupos de Trabalho Estaduais da Rede Amazônia.

As coordenações estaduais, dentro da pluralidade da realidade territorial amazônica, estão em trabalho de campo discutindo a legislação brasileira, debatendo o Programa com os prefeitos municipais, construindo os grupos de trabalho nas estruturas dos poderes públicos municipais e fazendo aerolevantamento de imagens com uso de drone para construir uma cartografia e elaborar os projetos preliminares de regularização fundiária e de superação dos conflitos socioambientais nos 17 municípios pré-selecionados na Rede Amazônia.

Para Myrian Cardoso, coordenadora da Rede Amazônia, realizar este exercício entre a teoria da sala de aula com a experiência concreta do trabalho fundiário em campo, que é marcado por desconformidades e conformidade urbanas, em especial nas cidades amazônicas que, em sua maioria, são construídas ao longo dos cursos de água e florestas, quando não estão sujeitas às influências e aos efeitos dos projetos expansionistas ligados aos setores minerários, soja, gado, abertura de estradas e outras ações de ocupação das fronteiras na Amazônia Legal, é um avanço importante que deve ser estimulado por meio do ensino, pesquisa e extensão. “Depois de formados, estes especialistas devem exercer as suas atividades em órgãos públicos, privados ou no terceiro setor e terão um instrumental para trabalhar”, assinala.

Para a coordenadora esse conjunto de realidade abre um universo amplo de conhecimentos para formar os futuros especialistas que terão uma base estruturante de saberes para elaborar, com segurança social, os projetos de regularização e superação dos conflitos socioambientais nos territórios, além de fortalecer a construção de cidades inclusivas e de políticas públicas para superar, com a participação dos moradores, as desigualdades sociais que envolvem as realidades econômicas, sociais, políticas e fundiárias nos territórios, projeta.


Texto: Kid Reis - Ascom CRF-UFPA

Fotos: Amanon Borges - Ascom Nova Ubiratã - Mato Grosso



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