GTE-Pará e Prefeitura de Cachoeira do Piriá validam cartografia do território


Entre 13 e 15 de dezembro, as equipes interdisciplinares do Programa Morar, Conviver e Preservar a Amazônia (Rede Amazônia), juntamente com os membros do Grupo Estadual da Rede Amazônia no Estado do Pará (GTE-PA) e os integrantes da Equipe de Residência Multidisciplinar em Regularização Fundiária, estarão no município de Cachoeira do Piriá para realizar a validação da cartografia do território e dar continuidade aos trabalhos da regularização fundiária e superação dos conflitos socioambientais na cidade.

O município está localizado a 253 quilômetros da capital paraense e foi criado pela Lei nº 5.927, de 28 de dezembro de 1995, tendo sido desmembrado da cidade de Viseu. O povoado sede surgiu às margens da Rodovia BR-316, Pará-Maranhão, e cresceu em função rodovia e das atividades exploração mineral e o comércio de ouro, entre outros setores econômicos.

A instalação municipal ocorreu em 1º de janeiro de 1997. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), em 2010, e a cidade possuía uma área de 2.465,32 km² e uma população total de 33.900 habitantes, sendo 20.870 moradores na área rural. A densidade demográfica é 10,76 hab/km ². Atualmente a economia gira em torno da agropecuária, indústria e serviços, entre outros segmentos produtivos.

José Júlio Lima, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Universidade Federal do Pará (FAU-UFPA), informa que a cartografia da cidade foi realizada por meio da captação de imagens feitas por voos de drone e o RTK, tecnologias digitais que garantem a precisão das informações recolhidas durante o voo aprovado pelas autoridades federais brasileiras. Integram a equipe no trabalho de campo a arquiteta Ana Carolina Miranda, Cleison Costa, geógrafo, e Lucas Vasconcelos, bolsista de Engenharia Civil da Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA). Participa, ainda, o secretário de Administração, Finanças e Planejamento de Cachoeira do Piriá, Waldir Santana Ribeiro, coordenador da Regularização Fundiária da cidade.

Nesta segunda-feira, 13 de dezembro, detalha o professor, comemora-se a festa católica do Círio de Nossa Senhora de Nazaré e será ponto facultativo no município. No entanto, as equipes da Rede Amazônia farão visitas às glebas Cidapar Parte I e Parte III, pois será necessário realizar a reambulação do território, ou seja, identificar e ajustar as informações topográficas e os dados das imagens de satélite feitas por drone que resultaram na cartografia do território. “As glebas Cidapar Parte I e III cobrem totalmente a sede municipal, que tem população beneficiada de 5.611 pessoas. Na área I são 2.807 pessoas residentes em 561 domicílios. Na área III são 4.050 pessoas residentes em 810 domicílios”, detalha José Júlio.

No dia 14 de dezembro, pela parte da manhã, as equipes voltam à campo em duas frentes de trabalho. A primeira fará correções na cartografia produzida na gleba Cidapar Parte I, que possui 64,41 hectares e, posteriormente será realizado o voo do drone para a captura de imagens para a produção de cartográfica da outra área. Pela parte da tarde haverá uma reunião com os membros do Grupo de Trabalho Municipal (GTM) de Cachoeira do Piriá. No período noturno, o intercâmbio de conhecimentos envolverá prefeito de Cachoeira do Piriá, Raimundo Machado, mais conhecido como Mundô, entre outros gestores da Prefeitura Municipal.

As equipes da Rede Amazônia retornam para Belém no dia 15 de dezembro pela manhã para dar continuidade aos trabalhos da sistematização das informações na sede da CRF-UFPA, quando será elaborada uma planta de parcelamento do solo que resultará em mais um passo para a formulação de um projeto de regularização fundiária para este território paraense, sinaliza o professor.



Texto e fotos: Kid Reis - Ascom CRF-UFPA e arquivo Rede Amazônia.


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