Grupo de estudo temático debate comunicação e participação social


Integrantes do Programa Morar, Conviver e Preservar a Amazônia (Rede Amazônia) realizaram nesta sexta-feira, dia 30 de abril, o V Grupo de Estudo Temático da Rede Amazônia com um olhar sobre a Comunicação e Participação Social no Estado do Maranhão. Myrian Cardoso, coordenadora da Rede Amazônia, abriu a atividade e resgatou o histórico da construção dos núcleos de estudos que debate e fornece subsídios para contribuir com a estruturação dos nove grupos nos Estados que compõem a Amazônia Legal.

Para ela, os grupos de estudos ampliam o conhecimento sobre as legislações, debatem experiências práticas e trabalham com ferramentas tecnológicas que permitem fazer uma leitura da realidade territorial, além de contribuir com o encaminhamento das ações de regularização fundiária e a superação dos conflitos socioambientais nos municípios. “Estamos avançando. Dos 17 municípios pré-selecionados, estão adesos à Rede Amazônia as cidades de Ferreira Gomes, no Amapá; Nova Ubiratã, em Mato Grosso; Sapucaia, no Pará; Zé Doca, no Maranhão, e Ariquemes, em Rondônia. Estamos dialogando com outros municipios, como, por exemplo, Oriximiná, no Pará, que está para aderir à Rede”, assinalou Myrian.

Por sua vez, Isabella Corrêa, assistente social e residente do Instituto de Ciência Jurídicas da Universidade Federal do Pará (ICJ-UFPA), apresentou um tutorial sobre como utilizar a plataforma digital do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que permite uma leitura de dados locais, regionais e nacional, além de contribuir, a partir do uso do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com o mapeamento e a quantificação das organizações da sociedade civil. A ferramenta permite aos gestores dos grupos de estudos realizar, também, o levantamento das lideranças regionais nos nove estados amazônicos, o que perpassa pela sistematização de dados das gestões das prefeituras municipais, das Câmaras de Vereadores, governos de Estados, os veículos de comunicação nas regiões e as forças representativas nos bairros das cidades.

Além disso, Maria do Carmo Silva, assistente social e professora do curso de Pós-graduação Lato Sensu Tecnologias Aplicadas à Regularização Fundiária e Prevenção de Conflitos Socioambientais, Habitacionais e Sanitários: Rede Amazônia, agregou dados socioeducativos que fortalecem o conhecimento da realidade local, o desenvolvimento do processo de mobilização social e a potencialização das práticas participativas, além de reforçar o papel das lideranças para implementar a participação popular direta, junto com a comunidade, assim como estimular o surgimento de novas representações locais.

O V Grupo de Estudo Temático da Rede Amazônia teve a participação de João de Deus Ferreira, Presidente da Federação Estadual de Entidades Comunitárias do Pará (FECPA), Bismarque Miranda, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), com atuação no Estado do Tocantins, e de Sebastião Santos, liderança do movimento social de regularização dos bairros periféricos de Belém. Eles relataram as dificuldades e os desafios de colocar em prática uma regularização fundiária eficaz, de forma participativa, em relação ao poder público.

Por fim, Ana Carla de Lira Bottura, arquiteta e bolsista do GTE-Tocantins, e a assistente social Maria do Carmo Silva, apresentaram as indicações de leituras relacionadas sobre o conceito de participação social; democratização da gestão de políticas públicas, análise de estratégias de implantação de políticas públicas em territórios vulnerabilizados, por meio de projetos sociais dialógicos; planejamento da comunicação para a mobilização social: em busca da corresponsabilidade, e a mobilização social, um modo de construir a democracia e a participação da comunidade, entre outros. Os textos indicados estão no aplicativo Google Classroom da Rede Amazônia.


Texto e fotos: Mariana Maya – Ascom CRF-UFPA

Arte:Daniela Santos - Ascom CRF-UFPA

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