Estagiários de cartografia iniciam trabalho na Rede Amazônia

Atualizado: Ago 22


“Sejam todos bem vindos à Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará e bom trabalho no estágio do Programa Morar, Conviver e Preservar a Amazônia (Rede Amazônia)”. Com esta saudação, no último dia 18, quarta-feira, pela parte da manhã, o engenheiro sanitarista da Rede Amazônia, Daniel Mesquita, deu boas vindas aos três estagiários aprovados no Processo Seletivo da Rede Amazônia, que já estão atuando como bolsistas de Extensão para o Projeto 3: Ação Piloto de Regularização Fundiária no Estado do Pará. Integram a equipe da CRF-UFPA os estagiários Melilla da Silva (foto acima), Ronaldo de Moraes e Luiza Ferreira Mota.

Durante a reunião de acolhimento, os novos estagiários tiveram um nivelamento de conhecimentos estruturais sobre o funcionamento multidisciplinar da CRF-UFPA nos últimos 15 anos e se interaram sobre os desafios colocados para fazer a regularização fundiária e superação de conflitos socioambientais na Amazônia Legal. Eles foram informados que o trabalho da Rede é desenvolvido em 78 glebas existentes em 52 cidades amazônicas, que possuem 13.749 hectares, onde residem 530.231 mil pessoas em mais de 152.852 mil moradias. “Das 52 cidades, pré-selecionamos 17 áreas na Amazônia Legal. O trabalho é por nove grupos estruturados nos nove estados e dentro de 12 universidades públicas federais e estaduais, além das interações com as prefeituras municipais, cartórios, Ministério Público, Defensoria Pública, entre outros parceiros amazônicos”, destacou Daniel.

A meta da Rede Amazônia é cadastrar 17 mil imóveis e formatar 17 plantas de parcelamento do solo aprovadas e protocoladas em cartório para fins de registros cartoriais e superação dos conflitos socioambientais nos territórios amazônicos. Para Melilla da Silva, estagiária do 6º semestre de Engenharia Cartográfica e de Agrimensura da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), além dos conteúdos das disciplinas específicas ministradas pelos professores em sala de aula, “o estágio, como uma ação extensiva, é uma ferramenta que abre os horizontes profissionais para o mundo da prática profissional. Ela perpassa pelos campos das políticas públicas direcionadas para as questões sociais, econômicas, ambientais, urbanísticas, sanitárias, saúde, transporte e as diferentes maneiras de atuação das gestões públicas nas três esferas da federação brasileira frente às comunidades”, assinalou.

A estagiária destaca que a sua expectativa é bastante positiva e reconhece os desafios para o seu aprendizado. “Isso me leva a refletir sobre a minha formação e os meus conhecimentos, científicos e práticos, relacionados com a importância do ordenamento do uso e da ocupação do solo urbano e rural, além de possibilitar debater a regularização e a superação dos conflitos nas cidades, vilas e comunidades da Amazônia Legal. É um amplo campo de aprendizado”, assinalou Melilla ao projetar projetar dados cartográficos sobre a cidade de Sapucaia no Estado do Pará.


Texto e fotos: Kid Reis – Ascom CRF-UFPA


5 visualizações0 comentário