Equipes da Rede Amazônia constroem calendário de ações fundiárias em quatro cidades do Maranhão


A coordenação do Programa Morar, Conviver e Preservar a Amazônia (Rede Amazônia) realizou nesta terça-feira, dia 23 de novembro, pela parte da tarde na sede da Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA), em Belém, no Pará, uma videoconferência com os Grupos de Trabalho Municipais (GTM’s) das cidades de Satubinha, Zé Doca, Senador La Rocque e João Lisboa, todas localizadas no estado do Maranhão. A reunião teve o objetivo de realizar o nivelamento das informações junto aos membros dos grupos municipais e a consolidação de um calendário da Rede Amazônia, que realizará um conjunto de atividades fundiárias presenciais no estado entre os dias 1 e 17 de dezembro para conferir dados que perpassam pelo município, assentamento, bairro,quadra e o lote.

Foi esclarecido aos participantes que após o levantamento de imagens com o uso de drones nos distritos onde serão praticadas as atividades de regularização fundiária, estas informações foram processadas e resultaram na construção de uma cartografia com a demarcação dos lotes. Dentro da programação, num segundo momento, a equipe multidisciplinar da Rede Amazônia irá até aos municípios para realizar uma apresentação do Programa Rede Amazônia e do projeto cartográfico para a comunidade. Além disso, a comunidade será preparada para receber a equipe do cadastro social, que visitará os lotes e coletará informações territoriais e socioeconômicas das famílias. Por fim, as equipes visitarão os territórios e ocorrerá, também, um treinamento para a utilização do software denominado SarfGEO que auxiliará no cadastramento dos lotes nas comunidades.

Nesta reunião, a coordenação da Rede Amazônia solicitou que os grupos de trabalho municipais realizem uma visita aos lotes com antecedência à chegada da equipe nas cidades. Nesta atividade será empreendida uma etapa de reambulação, ou seja, coletar informações de campo que contribuirão para a demarcação dos lotes de maneira mais precisa, além de verificar as informações geométricas da área onde não foi possível ser vista a partir das imagens levantadas pelo drone. Serão feitas as identificações dos tipos de lotes, escolas, comércios, praças e entre outros estabelecimentos e equipamentos públicos urbanos.

Por fim, os integrantes dos GTM’s foram convidados, ainda, para participarem de uma aula junto aos discentes do curso de Especialização em Tecnologias Aplicadas à Regularização Fundiária e Prevenção de Conflitos Socioambientais, Habitacionais e Sanitários, ministrada pelo engenheiro sanitarista e pela coordenadora do Programa Rede Amazônia, Myrian Cardoso. Nesta aula, que faz parte da disciplina de Ferramentas de Tecnologia e Inovação para uso no universo fundiário amazônico, os participantes terão acesso aos conhecimentos de processamento do uso da tecnologia do SarfGEO, atividade que facilitará o seu uso em momentos futuros nos territórios do Maranhão.


Texto: Gabriel Mansur - Estagiário da Ascom CRF-UFPA - Foto - Ronaldo Moraes





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