Curta “Matei a lei” completa um ano desconstruindo estigmas e valorizando a cidadania


Lançado em 4 de setembro de 2020, o curta paraense “Matei a Lei: confissões ao direito à cidade” completou um ano de reflexões no último sábado (4) promovendo ensinamentos e aprendizagens na medida em que se desconstruiu estigmas e rótulos - que sustentam e reforçam o processo de exclusão social – e, ao mesmo tempo, impulsionou a reconstrução do olhar sobre tudo aquilo que é considerado ilegal, irregular, informal, clandestino ou inadequado. O curta “Matei a Lei” e a Oração do Direito à Cidade são produções do Coletivo MultiverCidades da Amazônia, um ambiente de convivência, reflexão, inspiração e debate do Projeto Saber & Conviver em baixadas na Amazônia e está integrado com a Faculdade de Engenharia Sanitária da Universidade Federal do Pará (Faesa/UFPA). O filme faz um recorte sobre a realidade do bairro da Terra Firme na periferia de Belém.

Durante o seu lançamento, a apresentação foi feita pela professora Myrian Cardoso, do Laboratório de Engenharia Sanitária da UFPA (Laesa-UFPA), e Ana Clara Fonseca, discente de arquitetura e urbanismo da Faculdade Arquitetura da Universidade Federal do Pará (FAU-UFPA). Participaram do debate a advogada e vereadora de Belém, Nazaré Lima, Jorge Moura, arquiteto, urbanista e assessor do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU-BR), Alex Magalhães, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Joélcio Ataíde, sociólogo e ativista cultural do Boi Marronzinho na Terra Firme. A mediação do evento foi de Luly Fischer, professora do Instituto de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Pará (ICJ-UFPA).

Em um ano de trabalho ocorreram 462 visualizações no Canal Youtube MultiverCidades da Amazônia e, após a Live de lançamento, foram promovidos sete debates envolvendo mais de 500 participantes no plano local, regional e nacional. Está no planejamento do Coletivo MultiverCidades da Amazônia a exibição e debate sobre o curta “Matei a Lei” para os moradores de sete bairros da Região Metropolitana de Belém, ou seja, ou seja, Guamá, Jurunas, Terra Firme, Benguí e Cabanagem, em Belém; Icuí-Guajará, em Ananindeua; e Nova União em Marituba.

Nestes sete territórios, a Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA) em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) desenvolve o Projeto Meu Endereço: lugar de paz e segurança social e as rodas de conversas, onde se discute a regularização fundiária, a superação dos conflitos socioambientais e se combate os estigmas e preconceitos sociais em áreas vulneráveis. Os debates serão realizados durante o segundo semestre de 2021, sinaliza Ana Clara Fonseca.


Texto: Kid Reis – Foto: Arquivo Coletivo MultiverCidade da Amazônia.



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