Coleta de dados na gleba Cauamé mobiliza equipes da Rede Amazônia e do GTE-Roraima


Membros da Coordenação do Programa Morar, Conviver e Preservar a Amazônia (Rede Amazônia) e integrantes do Grupo de Trabalho Estadual de Roraima (GTE-RR), formado por pesquisadores da Universidade Federal de Roraima, realizaram neste sábado, 27 de novembro, uma reunião de nivelamento de conhecimentos sobre os trabalhos no território. No dia seguinte, 28, domingo, fizeram uma visita técnica na área-piloto de Boa Vista-RR para registros fotográficos, coleta de dados e o reconhecimento da localidade contemplada com as ações de regularização fundiária e superação conflitos socioambientais. As ações integram a parceria entre a Comissão e Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA) e o Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR).

Para Arleisson Furo, pesquisador da Rede Amazônia, foram dias de contatos preliminares no território com instituições da sociedade civil, lideranças comunitárias e consultas à população beneficiada pela Lei 13.465/2017, que dispõe sobre a regularização fundiária urbana no âmbito da Amazônia Legal. As equipes buscaram documentações e dados sobre o território do bairro Olímpico, mais conhecido como gleba Cauamé, que possui 12,79 hectares e uma população de 1280 habitantes residente em 320 lotes. O processo de regularização local foi realizado pela Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional de Boa Vista (EMHUR).

No dia 29 de novembro, segunda-feira, às 19 horas, segundo ele, o diálogo é com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Roraima (CAU-RR), quando será apresentada a Rede Amazônia para órgãos institucionais locais e construir a articulação de projetos futuros. No dia 30, os trabalhos acontecem no Laboratório de Práticas e Projetos da Universidade Federal o Roraima (UFRR) para debater sobre a aplicação da Matriz de Avaliação e Mensuração dos Efeitos da Regularização Fundiária (MAIT) e medir os impactos e a conformidade da regularização fundiária no bairro Olímpico.

Para Cláudia Nascimento, integrante do GTE-RR, estas interações são ricas e dinâmicas, pois envolvem representantes do poder público, das comunidades, das universidades, dos discentes, das instituições de classes e da sociedade civil. “Esta participação democrática permite construir um olhar plural sobre a gestão territorial local e identificar elementos efetivos sobre as capacidades institucional, planejamento, ordenamento e controle do solo e a capacidade de assistência comunitária. São indicadores fundamentais para o ordenamento urbano”, assinala a arquiteta e urbanista da UFRR.


Texto: Kid Reis – Fotos: Arleisson Furo.





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