A missão de Azevedo era achar uma via que substituísse a perigosa Navegação Paranista ou Carreira do Pará, uma vez que Belém, no Pará, era o grande centro irradiador do comércio na Amazônia. Além disso, a história da cidade tem relações com a abertura da rodovia Cuiabá-Santarém, na década de setenta, quando os índios Panará, também conhecidos por Krên-aka-rorê, habitantes da floresta, foram expulsos pelas forças econômicas, que utilizavam os tão propalados discursos dos projetos de interiorização do desenvolvimento para ocupar os vazios amazônicos.

Dados da Câmara Municipal de Vereadores de Peixoto de Azevedo revelam que a extração de ouro, longe do auge da década de 80, ainda responde por boa parte economia local, além do aumento dos investimentos no campo com a criação de frangos, na pesca e na produção de farinha, além da produção de arroz, a criação de codornas e as pequenas indústrias artesanais e as fábricas de móveis. A pecuária e o comércio têm participação importante na economia. Por ser uma cidade marcada por fluxos migratórios ao longo de sua história, a cultura de Peixoto de Azevedo é múltipla e ganha destaque o artesanato, a culinária, a dança, a música, dentre outros.

Em 2019, conforme dados do Censo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a população da cidade alcancava naquele ano 34.976 habitantes, sendo 19.804 residentes na área urbana e a população rural com 11.008 pessoas. A densidade demográfica é de 2, 2,16 hab/km ². O Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) é de  0,649 e quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano local.   Pelos dados do IBGE/2010, a estrutura etária da população é composta por 9.088 pessos com menos de 15 anos, 20.355 moradores estão na faixa de 15 a 64 anos e 1.369 com mais de 65 anos. 51,37% dos moradores dependem da população economicamente ativa e a taxa de envelhecimento é de 4,44%. O Índice de envelhecimento é a relação existente entre o número de idosos e a população jovem na região e expressa em número de residentes com 65 ou mais anos por 100 residentes com menos de 15 anos.

Em relação à saude, os dados do IBGE revelam que a taxa de mortalidade infantil média (2017) na cidade é de 12.76 para 1.000 nascidos vivos. As internações devido a diarreias (2016) são de 1.7 para cada 1.000 habitantes.  A cidade possui 15 estabelecimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme dados de 2009 do Instituto. A taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade, em 2010, era de 90,6%. Em 2018, estavam matriculados no ensino fundamental 1.261 estudantes e  342 no ensino médio. Em 2010, 2,5% da população  tinham o ensino superior completo.

Em relação ao trabalho e rendimento, os dados do IBGE Cidades revelam que, em 2018, o salário médio mensal era de 2.4 salários mínimos. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 9.3%. Na comparação com os outros municípios do estado, ocupava as posições 53 de 141 e 117 de 141, respectivamente.  Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, tinha 42.4% da população nessas condições, o que o colocava na posição 15 de 141 dentre as cidades de Mato Grosso e na posição 2434 de 5570 dentre as cidades do Brasil.

Os dados urbanísticos da cidade, conforme IBGE/2010, revelam que 93.32% da população em domicílios possui água encanada, 94,95% tem energia elétrica e 97,84% dos moradores são atendidos com a coleta de lixo em domicílios. Os dados do IBGE Cidades mostram que  6.2% domicílios possuem esgotamento sanitário adequado, 37.6% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 3.5% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio).

A Lei Complementar 55 de 26 de dezembro sancionou o plano diretor da cidade de Peixoto de Azevedo. No website da prefeitura da cidade não foi encontrada legislação fundiária. A sede do poder público está localizada na Rua Ministro César Cals, 226 – Centro -  Telefone: (66)3575-5100 -  prefeitura@peixotodeazevedo.mt.gov.br.

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