Em 1920, estas atividades resultaram em conflitos armados com os índios Kayapó e o massacre dos invasores das suas terras nas proximidades de Rio Salobo. Dos sobreviventes que fugiram, alguns voltaram para trabalhar na extração do látex da havea brasiliensis, nome científico da seringueira ou árvore-da-borracha. 

Mais de 50 anos depois, ocorreu a abertura da PA 150, hoje rodovia federalizada como BR-158, nasciam as vilas de Marajoara e de Pau d’Arco, que trabalhavam com a serraria da madeira, entre outras atividades econômicas. O núcleo de Pau D'arco cresceu, sobrepôs ao povoado de Marajoara, e nascia a cidade de Pau D'arco pela Lei Estadual nº 5.696, de 13 de dezembro de 1991, e sendo instalada 1 de janeiro de 1993. Os dados do IBGE/2010 mostram que a cidade possui uma área de 1677,57 km² e uma população total de 15,483 habitantes, sendo 2.392 moradores na área rural. A densidade demográfica é 3,61 hab/km ².

Segundo o Instituto, em 2010, a maior parte da população está entre 15 e 64 anos e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) da cidade é de 0,574. Pela definição do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) o índice é uma medida composta de indicadores de três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda. O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. Dentro do verão amazônico, um lazer positivo na região ocorre no período de junho a agosto quando o rio Araguaia baixa as suas águas e forma os blocos de areia e as praias de rio, que atraem turistas da região para o período do veraneio.

Pelos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2010, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade atinge 95,5%. O ensino fundamental envolve 1.248 pessoas, o ensino médio 283 e o superior completo alcança 2,5% da população local. Em relação à saúde, dados do IBGE/2017 revelam que a mortalidade infantil atingiu 17,24 óbitos por mil nascidos vivos. O IBGE/2009 revela que a localidade possui 8 estabelecimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e, em 2016, 12,9 internações por mil habitantes tiveram como causa a diarreia.

A renda per capita conforme o Instituto é de R$ 279,72 sendo 42,41% da população extremamente pobres e 52,60% de pobres. O salário médio mensal do trabalhador formal, IBGE/2017, era de 1,9 salário mínimo. O percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo, em 2010/IBGE, atingia 49,7% da população. A vulnerabilidade social 63,12%, e pessoas de 18 anos ou mais sem fundamental completo e ocupação informal atingia 58,42%.

Do ponto de vista da análise urbanística, 70,60% da população têm água encanada em domicílio. 91,55% têm energia elétrica e 75% do lixo é coletado. Já em relação ao saneamento básico, 56% das moradias são abastecidas por água de poço ou nascente. A rede geral de distribuição atinge 25% da população. A coleta do lixo alcança 18% pelo serviço de limpeza da cidade, 75% é queimado. Na cidade 59% dos habitantes têm banheiro, 15% têm sanitários e 26% não possuem nem um dos dois. 

Em relação ao esgotamento sanitário, 1% usa a fossa séptica, 58% a fossa rudimentar e 5% utiliza a vala. 26% da população não tinha acesso a estas políticas públicas, conforme dados da InfoSanBa (2010). Não foram localizadas no website da prefeitura informações sobre o plano diretor e legislação fundiária. A comunicação regional abarca os meios tradicionais das mídias digitais, websites, blogs, televisões, rádios comerciais, rádios comunitárias e iniciativas populares, tais como carro som e bicicleta som, entre outros.   A prefeitura está localizada no endereço na avenida Boa Sorte, s/n, Setor Paraíso, e o contato pode ser feito pelo telefone: (94) 3356-8104 / 3356-8105.

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