1. ANAPU

A cidade de Anapu foi criada pela Lei Estadual 5929 de 28 de dezembro de 1995 e, posteriormente, desmembrada de Pacajá e Senador José Porfírio. A instalação oficial do município ocorreu 1 de janeiro de 1997 e a sua história está ligada ao Plano de Integração Nacional (PIN), ainda no governo militar do general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), que tinha o discurso centrado no "integrar para não entregar" e "terra sem homens para homens sem terras". A ocupação de terras na região Amazônica foi marcada pela imigração de contingentes populacionais da região Nordeste, entre outras regiões brasileiras, para a tão propalada ocupação dos vazios geográficos para o desenvolvimento regional.

2. PACAJÁ

A cidade de Pacajá, no Pará, está inserida no bioma amazônico e pertence à Mesorregião do Sudoeste paraense, e iniciou a sua história com a Programa de Integração Nacional (PIN), na década de 1970, pelo governo federal, e tem relações diretas com a Rodovia Transamazônica, mais conhecida como BR-30, que tem uma extensão de 4.260km e nasce no Nordeste, passa pela região Norte, e termina no Estado do Amazonas. Pacajá engloba em sua unidade territorial 11.880,03 km² e está na Microrregião da cidade de Altamira

3. PLACAS

A história do nome da cidade Placas, no Estado do Pará, é relatada por pesquisadores, populares e gestores públicos pelo volume de placas existentes ao longo da BR-230, ganhando destaque especial a sua área urbana que marcava a divisão entre Altamira-Itaituba, onde o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) instalaram placas explicando a divisão territorial durante a construção da Rodovia Transamazônica. A cidade de Placas possui 7.205 km² em sua unidade territorial.

4. VITÓRIA DO XINGU

Com uma unidade territorial de 2.979,61 km², Vitória do Xingu está localizada na microrregião de Altamira e na mesorregião do sudeste paraense e, diferente de vários municípios paraenses, depois do início das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, alcançou um destaque expressivo em sua economia local, na produção e movimentação de bens e serviços, além dos royalties com a Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH), uma espécie de tributo sobre a água que inunda o território dos municípios para gerar energia elétrica, mas também ficou marcada pelos conflitos sociais que afetaram e afetam milhares de famílias  que  migraram para a cidade sem uma estrutura para receber as pessoas. Um modelo de desenvolvimento que explora os recursos naturais e, nem sempre, os benefícios não ficam para as comunidades locais onde está uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo.

5. CACHOEIRA DO PIRIÁ

O município de Cachoeira do Piriá foi criado pela Lei nº 5.927, de 28 de dezembro de 1995, sancionada pelo então governador Almir Gabriel, tendo sido desmembrado da cidade de Viseu. O povoado sede surgiu às margens da Rodovia BR-316, Pará-Maranhão, e cresceu em função da rodovia e das atividades de exploração mineral e o comércio de ouro. A instalação municipal ocorreu em 1º de janeiro de 1997 e a cidade possui uma área de 2.465,32 km² e uma população total de 33.900 habitantes, sendo 20.870 moradores na área rural. A densidade demográfica é 10,76 hab/km ², segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) em 2010. Atualmente a economia gira em torno da agropecuária, indústria e serviços, entre outros.

6. IRITUIA

Localizada na mesorregião do nordeste paraense, a cidade de Irituia possui uma área de 1384,35 km² e um população total de 32.550 habitantes no geral, sendo 25.444 moradores na área rural, segundo dados do Censo IBGE/2010. A densidade demográfica é 22,74 hab/km ². A origem da cidade, situada na região Guajarina, data de 1725, ainda no período das sesmarias. Em 18 de setembro de 1850, o imperador dom Pedro II assinou a Lei de Terras e oficializou a divisão do solo em latifúndios e não em pequenas propriedades. Há exatamente 170 anos, o Brasil tomou uma medida favorecendo as grandes concentrações fundiárias, sem se preocupar com os pequenos produtores rurais no território brasileiro.

7. JACAREACANGA

Pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade Jacareacanga foi elevada à categoria de município Lei Estadual nº 5691, de 13 de dezembro de 1991. A cidade possui uma área de 53539,84 km² e uma população total de 18.239 habitantes no geral, sendo 9.173 moradores na área rural, segundo dados do Censo IBGE/2010. A densidade demográfica é 0,26 hab/km².

8. JURUTI

A cidade de Juruti nasce da aldeia dos índios Munduruku, fundada em 1883, e sujeita à direção da Missão Jesuíta de Nossa Senhora da Saúde. Ao longo da história foram várias alterações legislativas territoriais. Pelos Decretos-lei Estaduais n.º 2.972, de 31 de marco de 1938, e n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, é constituída a cidade. Em divisão territorial dos anos 60, o município é constituído sede e permanece assim atualmente.

9. NOVO PROGRESSO

A cidade de Novo Progresso foi criada pela Lei Estadual nº 5700, de 13 de dezembro de 1991, quando ocorreu o desmembramento de Itaituba, e instalada em 1º de janeiro de 1993, com denominação de Novo Progresso, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A sua construção tem relação direta com a Rodovia Santarém - Cuiabá, mais conhecida BR-163, que fez parte do Plano de Integração Nacional (PIN) do período da ditadura militar, que defendia o discurso institucional, desde a década de 70, o "integrar para não entregar".

10. ORIXIMINÁ

A história de Oriximiná teve início em 1877, durante a colonização européia, quando o então Padre José Nicolino de Souza, natural de Faro, desbravou a região e fundou uma povoação denominada Uruá-Tapera ou Mura-Tapera, à margem esquerda do rio Trombetas. No entanto, consta também que, por volta de 1815, comunidades negras fugindo das lavouras de cacau e das fazendas de gado no Baixo Amazonas refugiaram-se entre as comunidades indígenas locais, formando quilombos que trabalhavam com agricultura de subsistência e extrativismo, conforme dados do  próprio website da prefeitura.

11. PARAGOMINAS

A história de Paragominas é marcada por uma leitura diferente dos processos de ocupação dos territórios amazônicos pedra fundamental da cidade foi instalada em 23 de janeiro de 1961 e o município foi constituído pela Lei Estadual n.º 3.225, de 4 de janeiro de 1965, sendo desmembrado da cidade de São Domingos do Capim e Viseu. O nome da cidade é a soma de Pará, Goiás e Minas Gerais, estados de origem de Célio Miranda, Manoel Alves de Lima, Eliel Pereira de Faustino e Severino Guimarães, fundadores e financiadores do município.

12. PAU D'ARCO

Distante de Belém em quase 730 km em linha reta, a história da cidade Pau D'arco começou a ser construída, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no início do Século XX, na vila de garimpeiros denominada Gameleira e no povoado de Cajueiro com a exploração do ouro, madeira, agricultura e pecuária, entre outras riquezas naturais.

13. SAPUCAIA

Criado pela Lei Estadual nº 5.961, de 24 de abril de 1996, a cidade de Sapucaia, no Estado do Pará, é fruto do desmembramento do município de Xinguara. A instalação oficial ocorreu, segundo dados do   Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no dia 1 de janeiro de 1997.

14. TUCUMÃ

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelam que a história da cidade de Tucumã,  localizada na Mesoregião do Sudeste Paraense e na Microregião de São Félix do Xingu, no Sul do Pará,  esta intrinsicamente ligada ao Projeto Carajás, que foi gerido pela Empresa Estatal Brasileira Companhia Vale do Rio Doce, que explorava minérios numa das regiões mais ricas do planeta, entre as décadas de 70 e 80, e depois foi privatizada e entregue pelo governo brasileiro para a mineradora multinacional hoje conhecida por Vale.

15. TRAIRÃO

Em 2020, a população da cidade Trairão, conforme dados estimados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é composta por 19.168 habitantes. Em 2010, residiam no município 16.875 pessoas e a densidade demográfica era de 1,41 hab/km². A cidade foi criada pela Lei estadual nº 5695, de 13 de dezembro de 991, desmembrada de Itaituba, e instalada 1 de janeiro de 1993.

16. SÃO SEBASTIÃO DA BOA VISTA

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informam que a cidade de São Sebastião da Boa Vista foi criada pelo Lei Estadual nº 4505, de 30 de dezembro de 1943. No entanto, as informações do Instituto revelam, também, que em 1758 o território já figurava como freguesia sob a invocação de São Sebastião, localizado no nordeste do Estado do Pará, na zona fisiográfica do Marajó e Ilhas, além de passar por várias anexações e extinções municipais entre as cidades de Muaná e Curralinho até a configuração legal e atual.

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