A densidade demográfica  de Jenipapo do Vieiras é de 7,87 hab/km ².Na linguagem dos povos da etnia tupi-guarani jenipapo significa "fruta que serve para pintar", além de marcar a cultura de resistência indígena na Argentina, Bolívia, Paraguai e Brasil. A fruta tem um sumo verde de onde se extrai uma tinta com a qual se pode pintar a peleparedes e cerâmica.

Em 2019, Jenipapo dos Vieiras, pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tinha uma população de 16.515 pessoas.  Em 2010, eram 15.540  habitantes.  A população rural é de 12.921 habitantes e a urbana alcança 2.519 pessoas. Pelos dados do Instituto (2010), 5.802 habitantes tinham menos de 15 anos e 8.789 estavam entre 15 a 64 anos. Estavam acima de 65 anos 849 habitantes.  75,67% dos moradores  depende da população economicamente ativa e ataxa de envelhecimento é de 5,50. Ela expressa a relação existente entre o número de idosos e a população jovem local.  É habitualmente expressa em número de residentes com 65 ou mais anos por 100 residentes com menos de 15 anos.

No ano de 2017, a mortalidade Infantil atingia 27,70 óbitos por mil nascidos vivos.  Em 2016, as internações por diarreia  alcancavam 2,7 internações por mil habitantes. Em 2009, a cidade possui sete estabelicimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). O Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,490.  O IDH é um indicador que varia entre 0 e 1. Quanto mais próximo de zero, menor é o atendimento relacionado à saúde, educação e à renda, entre outras políticas públicas. Quanto mais próximo de 1, melhores são os índices de desenvolvimento dos moradores. O índice foi criado pelo paquistanês Mahbub Ul Haq e pelo indiano Amartya Sem na década de 1990 junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).  

A taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade, em 2010, conforme o IBGE, era de 80,7% dos estudantes. O ensino fundamental atendia 4.435 alunos e o ensino médio 824 discentes. 2,5% da população acima de 25 anos têm ensino superior completo. Em 2017, o salário médio mensal do trabalhador formal era de 1,2 salário minimo. A renda percapita atingia de R$ 127,24, sendo considerados extremamente pobres 42,41% e 52,60% de pobres . A vulnerabilidade social alcança 86,00% das pessoas e 73,28%  acima de 8 anos ou mais não tem o o ensino fundamental completo e a ocupação é informal.

Numa  análise urbanística habitacional, a mais de 75% da população em domicílios possui água encanada e 94,24% tem energia elétrica. 78,20% da população em domicílios tem coleta de lixo, conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Fundação João Pinheiro (FJP). O esgotamento sanitário adequado atinge 2,6% do território. A arborização de vias públicas soma 95,4% e a urbanização de vias públicas 4,6%.

 Já em relação saneamento básico, conforme dados da InfoSanBa (2010), uma ferramenta tecnológica colaborativa para estudos sobre a realidade do saneamento municipal no Brasil, o abastecimento de água é feito 97% por poço ou nascente de água, a rede geral atinge 2% e outras formas de acesso à água alcança 1%.  O serviço de limpeza responde  3% da destinação do lixo e 20% são queimados e  68% são jogados em terreno baldio, além de 9% de enterrados, entre outros.  71% dos domicílios tem banheiro e 20% possui sanitário. 9% não tem nenhum dos dois benefícios. 1% do esgotamento sanitário é feito por fossa séptica, 82% por fossa rudimenta e a vala capta 7% e 9% não têm os benefícios. Não existe rede geral na cidade.

A economia local, conforme dados do IBGE, é centrada no seguimento da agropecuária, indústria e serviços, incluindo os relacionados ao setor público. Dados do governo do Estado do Maranhão, em 2020, revela que o Plano Mais IDH buscar reverter e elevar os Índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) nos 30 municípios com indicadores sociais mais frágeis no Estado, inclusive em Jenipapo dos Vieiras.

Nos últimos três anos, o Plano Mais IDH acumula uma série de resultados nas mais diversas áreas, como a da saúde e do desenvolvimento econômico e social. O município ocupa a terceira posição dos piores índices de desenvolvimento humano no Maranhão (0,490), um terço da população é indígena e aproximadamente 83% da população vivem na zona rural. Em 2020, a população indígena do Maranhão, conforme o Governo do Estado, é a mais expressiva da região do Nordeste brasileiro e uma das maiores do país. São mais de 20 mil indígenas em 17 terras demarcadas e centros urbanos.

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