A sua história é marcada pelos discursos governamentais, desde a era Varga, no Estado Novo, de promover a integração e o desenvolvimento regional do Norte e Centro-Oeste brasileiros com a implantação de núcleos habitacionais de colonização com a construção de uma malha rodoviária integradora, o que abria as portas para a instalação da indústria automobilística no sudeste do Brasil. No entanto, esta malha rodoviária aniquilaria o sistema ferroviário brasileiro e abriu novas fronteiras permitindo institucionalmente o acesso de grandes projetos econômicos sobre as riquezas naturais amazônicas.

A cidade é referenciada pela história do povo Munduruku, que dominava a região do Vale do Tapajós, porém enfrentam, ao longo da história, as interferências das atividades econômicas marcadas pela extração de ouro, derrubada da madeira, os efeitos inacabados da construção da Rodovia Transamazônica e as consequências dos projetos hidrelétricos e da hidrovia do Tapajós.  Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística /2010 revelam que a maior parte da população está entre 15 e 64 anos. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) da cidade é de 0,505 (quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano local).

Pelos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2010, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade atinge 90,1%. O ensino fundamental envolve 5.046 pessoas, o ensino médio 815 e o superior completo alcança 2,5% da população local. Em relação à saúde, dados do IBGE/2017 revelam que a mortalidade infantil atingiu 30,69 óbitos por mil nascidos vivos. O IBGE/2009 revela que a localidade possui 13 estabelecimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e, em 2016, 3,8 internações por mil habitantes tiveram como causa a diarreia.

A renda per capita conforme o Instituto é de R$ 289,16 sendo 42,41% da população extremamente pobres e 52,60% de pobres. O salário médio mensal do trabalhador formal, IBGE/2017, era de 2,8 salário mínimo. O percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo, em 2010/IBGE, atingia 48,6% da população. A vulnerabilidade social 68,61%, e pessoas de 18 anos ou mais sem fundamental completo e ocupação informal atingia 72,31%.

Do ponto de vista da análise urbanística, 68,44% da população têm água encanada em domicílio. 85,15% têm energia elétrica e o 68,44% do lixo é coletado. Já em relação ao saneamento básico, 25% das moradias são abastecidas por água de poço ou nascente. A rede geral de distribuição atinge 66% da população. A coleta do lixo alcança 37% pelo serviço de limpeza da cidade, 26% são queimados, 3% são jogados em terreno baldio e 33% são coletados em caçamba.  Na cidade 68% dos habitantes têm banheiro, 28% têm sanitários e 4% não possuem nem um dos dois. Em relação ao esgotamento sanitário, 1% usa a fossa séptica, 64% a fossa rudimentar e 16% utilizam a vala. 4% da população não tinha acesso a estas políticas públicas, conforme dados da InfoSanBa (2010).

Dados do website da Prefeitura de Jacareacanga dão conta de que o Plano Diretor municipal está baseado na Lei Municipal nº 267/2006, de 30 de outubro de 2006, nos termos do artigo 182 da Constituição Federal, do capítulo III da Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001, no Estatuto da Cidade, e da Lei Orgânica do Município. Já a LEI Nº 488/2020, de 16 de julho de 2020 dispõe sobre a política municipal de meio ambiente. Não foi encontrada no website dados sobre a lei de regularização fundiária. A comunicação na região é atendida pelos meios tradicionais das mídias digitais, websites, blogs, televisões, rádios e iniciativas populares, tais como carro som e bicicleta som, entre outros.  A prefeitura está localizada na Avenida Brigadeiro Haroldo Coimbra Veloso, 34. O contato pode ser feito pelo e-mail ouvidoria@jacareacanga.pa.gov.br.

©2020 por Projeto Rede Amazônia.