Conforme dados da prefeitura, o seu povoamento começou por volta de1974, num momento nacional onde os slogans "Brasil, ame-o ou deixe-o", "País que vai pra frente", "Ninguém segura este país" celebravam o milagre brasileiro, além das iniciativas que previam a construção das rodovias Transamazônica, Cuiabá-Santarém e Manaus-Porto Velho, entre outros.

Neste período chegam em Esperantina os senhores Felipe da Silva Ribeiro e Vitoriano da Silva Ribeiro, fixando residência à margem da “Lagoa da Cota”, rodeada de terras férteis e viçosas, devolutas do Estado de Goiás à época. Por ser uma região rica em caça, pesca e próspera para agricultura, ocorreu a migração de famílias do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas e Bahia. A região foi habitada por índios e quilombolas.

Segundo dados do Censo IBGE/2010, a cidade de Esperantina possui uma área de 504,4 km² e uma população total de 10.996 habitantes, sendo 4.862 moradores na área rural, e está localizada na Microrregião Bico do Papagaio e na Mesorregião Ocidental do Tocantins. A densidade demográfica é 18,80 hab/km ². Conforme dados do perfil socioeconômico dos municípios elaborado pelo governo de Tocantins, a economia local tem relação direta com a extração mineral, indústria de transformação, serviços industriais de utilidade pública, construção civil, comércio, agropecuária, serviços e administração pública.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística /2010 revelam que a maior parte da população está entre 15 e 64 anos. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) da cidade é de 0,570 (quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano local). Pelos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2010, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade atinge 97,6%. O ensino fundamental envolve 2.054 pessoas, o ensino médio 535 e o superior completo alcança 2,5% da população local.

Em relação à saúde, dados do IBGE/2017 revelam que a mortalidade infantil atingiu 6,58 óbitos por mil nascidos vivos. O IBGE/2009 revela que a localidade possui 2 estabelecimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e, em 2016, 0,6 internações por mil habitantes tiveram como causa a diarreia.

A renda per capita conforme o Instituto é de R$ 174,51 sendo 42,41% da população extremamente pobres e 52,60% de pobres. O salário médio mensal do trabalhador formal, IBGE/2017, era de 1,5 salário mínimo. O percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo, em 2010/IBGE, atingia 52,9% da população. A vulnerabilidade social 81,74%, e pessoas de 18 anos ou mais sem fundamental completo e ocupação informal atingia 60,23%.

Do ponto de vista da análise urbanística, 94,89% da população têm água encanada em domicílio. 95,86% têm energia elétrica e 66,69% do lixo é coletado. Já em relação ao saneamento básico, 10% das moradias são abastecidas por água de poço ou nascente. A rede geral de distribuição atinge 88% da população. A coleta do lixo alcança 53% pelo serviço de limpeza da cidade, 36% é queimado, e 9% são coletados em caçamba.  Na cidade 77% dos habitantes têm banheiro, 19% têm sanitários e 4% não possui nem um dos dois. Em relação ao esgotamento sanitário, 8% usa a fossa séptica, 54% a fossa

Rudimentar e 3% utiliza a vala. 1% da população não tinha acesso a estas políticas públicas, conforme dados da InfoSanBa (2010).

No website da Prefeitura de Esperantina não foram encontradas informações sobre o plano diretor e nem sobre regularização fundiária. A comunicação regional abarca os meios tradicionais das mídias digitais, websites, blogs, televisões, rádios comerciais, rádios comunitárias e iniciativas populares, tais como carro som e bicicleta som, entre outros.  A prefeitura está localizada no endereço: rua Araguaia, Vila do Gato, Nº 1.

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