A cidade pertence ao Sistema Costeiro-Marinho, que é uma transição entre os ecossistemas continentais e marinhos, envolvendo uma área de 4,5 milhões de km² entres os biomas Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal.

Pelas informações do IBGE/2020, a população estimada é de 6.101 habitantes. Em 2010 eram 4.696 moradores. A densidade demográfica é de 2,22 hab/km².  Os dados do IBGE, em relação trabalho e rendimento, demonstram que em 2018, o salário médio mensal era de 1.4 salários mínimos. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 7.1%. Na comparação com os outros municípios do Amapá, ocupava as posições 16 de 16 e 11 de 16, respectivamente. Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, tinha 46.4% da população nessas condições, o que o colocava na posição 7 de 16 dentre as cidades locais e na posição 1966 de 5570 dentre as cidades brasileiras.

Por sua vez, informações divulgadas pelo Governo do Estado do Amapá revelam que, na economia de Cutias, a agricultura está voltada, principalmente, para a produção de milho e mandioca, em especial esta última cultura agrícola, que apresenta muita tradição quanto à produção de “farinha do Pacuí”. Outros produtos alimentares e as frutas tradicionais - banana, laranja - e pimenta-do-reino, podem ser vistas no município, mas não são produzidas visando demandas de mercado. Existe a industrialização de leite na cidade.

Destacam-se, também a agricultura, extrativismo mineral, pecuária e o criatório de búfalos, além do comércio, que consiste em pequenos estabelecimentos de vendas a varejo, em especial, de gêneros alimentícios.  O extrativismo animal consiste na pesca artesanal, notadamente a do pirarucu. No setor turístico, o fenômeno da pororoca deu a Cutias fama internacional. No entanto, com o fim do fenômeno devido à atividade de criação de búfalos e implantação de hidrelétricas no rio Araguari, a comunidade e a prefeitura tentam desenvolver o turismo de aventura na região.  Vale destacar, ainda, que principal geração de renda vem, também, do funcionalismo público, como em vários municípios amazônicos.

Na cidade, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade, conforme o IBGE/2010, alcançava 96,9 % dos discentes.  Em 2018, as matrículas no ensino médio atingiam 223 alunos e 83 estudantes no ensino fundamental. O município possuía em 12 escolas de ensino fundamental, em 2018, e duas de ensino médio.  A mortalidade infantil alcança 37,74 óbitos por mil nascidos vivos e a cidade tem seis estabelecimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Não existem dados sobre as internações por diarreia, conforme o IBGE/2016.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), conforme o IBGE/2010, era de 0,628 e quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano local.  O índice segue três dimensões do IDH Global - longevidade, educação e renda, mas se adequa a metodologia global ao contexto brasileiro e à disponibilidade de indicadores nacionais. Segundo o Instituto/2019, a unidade territorial é de 2.179,114 km² e apresenta 0.6% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 31.7% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 0% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada, ou seja, presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio.

No website da Prefeitura de Cutias não constam a existência de legislação sobre Plano Diretor Municipal e nada referente sobre a Lei de Regularização Fundiária. A comunicação regional é influenciada pelos meios tradicionais das mídias digitais, websites, blogs, televisões, rádios comerciais, rádios comunitárias e iniciativas populares, tais como carro som e bicicleta som, entre outros. A prefeitura está localizada na Rua Primeiro de Maio, 34, Cutias, e o seu telefone  é (96) 3325-1112

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