Uma planta, de nome Hancornia Amapa, recebeu esse nome em homenagem ao lugar, pois se adaptava aos climas úmidos e crescia geralmente próximo a rios e lagos. Na década de 50, conforme dados da prefeitura, migrantes fixaram residência à margem direita do Rio Urubuquara dando início a colonização municipal.

Na década de 80, com o fluxo migratório ampliado, deu origem ao povoado que passou a ser chamado de Amapá, não confundir com o Estado Amapá, onde também existe a árvore que produz um líquido tipo leite com propriedades medicinais. Neste pequeno povoado se cultivava gêneros de primeiras necessidades, a exploração de madeira de lei, o comércio e pequenas indústrias de beneficiamento de arroz e farinha de mandioca, entre outras mercadorias. Em razão do constante crescimento, surgiram as primeiras escolas e o desejo de emancipar-se de forma plebiscitária. Pela Lei Estadual nº 6433, em 10 de outubro de 1995, nascia a cidade Amapá do Maranhão.

Em 2010, pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Amapá do Maranhão possuía 6.431 pessoas e em 2019 passou para 6.962 habitantes. A população urbana é de 4.841 moradores e a rural alcança 1.590 habitantes. A densidade demográfica é 12,80 hab/km ². Em 2018, pelos dados do Instituto, o salário médio mensal era de 1.9 salários mínimos. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 4.5%. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) alcança 0,520 e quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano local. O Índice é medido pelos indicadores de três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda.

Dados do IBGE mostram que a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade atinge 98% dos estudantes. Em 2018, no ensino fundamental existiam 1.516 alunos e no ensino médio 461 discentes. Em 2010, 2,5% da população de 25 anos ou mais tinham ensino superior  completo. Já em relação à saúde, a taxa de mortalidade infantil média é de 23.08 para 1.000 nascidos vivos. A cidade possuía, em 2009, dois estabelecimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em relação ao território e ambiente, conforme interpretação do IBGE, em 2010  a cidade apresenta 28.9% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 76.8% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 0% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio). Já em relação aos dados socioeconômicos, a renda per capita é R$ 182,63. Um índice de 42,41% dos moradores são extremamente pobres e 52,60% são pobres. Salário médio mensal dos trabalhadores formais em 2017 era de 1,4 salário mínimo.  54,9% é o percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo, conforme IBGE 2010. Neste cenário, 68,82%  pessoas de 18 anos ou mais
não têm fundamental completo e  a ocupação é informal.

Já conforme dados da InfoSanBa (2010), uma ferramenta tecnológica colaborativa para estudos sobre a realidade do saneamento municipal no Brasil, em relação ao saneamento básico, 35% do abastecimento de água são feitos pela por poço ou nascente e 53% por rede geral. A destinação do lixo está dividida da seguinte forma: serviço de limpeza, 37%; queimados, 51% e jogado em terreno baldio, 9%,  e 3% de outras destinações. 59% do domicílios tem banheiro, 37% com sanitário e sem ambos 4%.  O esgotamento sanitário é feito por fossa séptica (33%) e fossa rudimentar (55%), entre outros.

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